Preçário de trabalhos de construção: Montagem de detetor de fugas de gás
Introduza as quantidades e o preço é recalculado de imediato. Nível de preços: Portugal. Pode ajustar os valores no seu preçário.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Instalações de gás | ||||
| Instalar detetor de fugas de gás | unid. | 43,75 € / unid. | unid. | introduzir quantidade- |
| Abertura de roços para tubagem de gás - betão | ml | 43,75 € / ml | ml | introduzir quantidade- |
| Instalar válvula de esfera de gás | unid. | 18,75 € / unid. | unid. | introduzir quantidade- |
| Ligar fogão a gás | unid. | 68,75 € / unid. | unid. | introduzir quantidade- |
| Instalar e ligar caldeira a gás | unid. | unid. | - | |
| Regular e afinar caldeira | unid. | unid. | - | |
| Obturar tubagem de gás | unid. | unid. | - | |
| Alterar e religar tubagem de gás | unid. | 161,25 € / unid. | unid. | introduzir quantidade- |
| Instalar termoacumulador de águas quentes sanitárias | unid. | unid. | - | |
| Teste de pressão da conduta de gás | unid. | 112,50 € / unid. | unid. | introduzir quantidade- |
| Inspeção de aparelho a gás (verificação de segurança) | unid. | unid. | - | |
| Relocalizar contador de gás | unid. | 187,50 € / unid. | unid. | introduzir quantidade- |
O que inclui a montagem do detetor
Na tabela de preços, trata-se do trabalho de fixação e ligação de um detetor de fugas de gás. Inclui normalmente:
- escolha do local e da altura de acordo com o tipo de gás e as instruções do fabricante,
- fixação da base ou do suporte na parede e montagem do detetor,
- ligação da alimentação conforme o tipo de detetor, à tomada, por ligação fixa ou a partir de uma central,
- quando há ligação a eletroválvula ou central, ligação do cabo de sinal à saída de relé,
- arranque, espera pelo aquecimento do sensor e ensaio de funcionamento com o meio de teste indicado pelo fabricante,
- explicação ao proprietário do significado dos sinais luminosos e sonoros.
A montagem não inclui o próprio detetor, a eletroválvula, cabos novos pela habitação, intervenções na tubagem de gás nem a inspeção da instalação de gás. A montagem da eletroválvula na tubagem é um trabalho separado, de um instalador de gás. Se nessa altura a tubagem for alterada ou prolongada, veja também a página mudança e ligação da tubagem de gás.
Quando se monta um detetor
- Fogão a gás na cozinha. É a situação mais comum. Um queimador esquecido aberto ou um tubo flexível solto são causas clássicas de fuga.
- Caldeira ou esquentador na habitação. O detetor junto ao aparelho vigia fugas nas ligações e nas válvulas.
- Casa das máquinas e compartimento técnico. Aqui combina-se muitas vezes o detetor com uma eletroválvula que corta a alimentação em caso de alarme.
- Habitação arrendada. Os senhorios montam-no por prevenção, já que não controlam a forma como o inquilino usa o fogão.
- Garrafa de butano ou propano, ou reservatório de GPL. Por exemplo numa casa de campo ou numa moradia sem rede de gás. Este gás é mais pesado do que o ar e acumula-se junto ao chão.
- Depois de obras na instalação de gás. Quando se faz uma rede nova ou se muda um aparelho de sítio, é uma boa altura para acrescentar o detetor.
Numa habitação comum, trata-se na maioria dos casos de uma proteção voluntária. Em centrais térmicas, garagens e outros locais abrangidos pela regulamentação de segurança contra incêndio, a deteção automática de gás pode ser obrigatória e deve provocar o corte automático do gás. Nesses casos, o tipo de sistema e a forma de ligação são definidos pelo projetista.
Gás natural ou GPL
Esta é a decisão mais importante, tanto na compra como na montagem. O gás natural distribuído pela rede é composto sobretudo por metano. É mais leve do que o ar e, numa fuga, sobe em direção ao teto. O GPL, ou seja o butano e o propano das garrafas e reservatórios, é pelo contrário mais pesado do que o ar, fica junto ao pavimento e escorre para os pontos mais baixos, como uma cave ou uma caixa técnica. Atenção que em algumas localidades a rede canalizada distribui propano e não gás natural, pelo que convém confirmar o tipo de gás no contrato ou na fatura.
Por isso, os fabricantes indicam para gás natural uma montagem a cerca de 30 cm abaixo do teto e para GPL a cerca de 30 cm acima do pavimento. Os detetores são fabricados para um gás específico ou com regulação para ambos. Um detetor de metano colocado junto ao chão ou um detetor de GPL junto ao teto deteta a fuga tarde ou não a deteta de todo.
O detetor de fugas de gás não é um detetor de monóxido de carbono. O monóxido de carbono resulta de uma combustão deficiente, por exemplo com uma chaminé obstruída ou um esquentador mal ventilado. Para o vigiar existe outro aparelho, com outras regras de posicionamento. Junto a caldeiras, esquentadores e lareiras montam-se, por isso, muitas vezes os dois.
O que preparar antes da montagem
A montagem de um detetor é um trabalho rápido. Para que não haja atrasos e o detetor fique no sítio certo, convém resolver algumas questões antecipadamente:
- Tipo de gás. Gás natural ou propano da rede, butano ou propano em garrafa ou reservatório. É em função disso que se compra o detetor.
- Tipo de detetor. Decida se pretende apenas alarme, também o corte do gás por eletroválvula ou ainda um aviso no telemóvel.
- Alimentação. Verifique se existe tomada ou ponto de ligação à altura correta. Um detetor de gás natural junto ao teto precisa quase sempre de um cabo novo ou de um prolongamento em calha.
- Acesso à tubagem. Se for montada uma eletroválvula, o instalador de gás precisa de acesso livre à tubagem de alimentação e à válvula de corte geral.
- Manual e documentos. Tenha à mão o manual do detetor e, se existir, o último certificado de inspeção da instalação de gás.
Com eletroválvula, é preciso contar com um corte curto do gás. A caldeira, o esquentador e o fogão não funcionam durante a montagem, por isso é preferível escolher uma data fora dos dias mais frios.
Processo de montagem passo a passo
Escolha do local
- Confirmar qual o gás existente na habitação, gás natural ou GPL, e verificar se o detetor é próprio para ele.
- Escolher o compartimento com o aparelho a gás e um ponto próximo dele, normalmente a poucos metros do fogão ou da caldeira, conforme as instruções do fabricante.
- Definir a altura, cerca de 30 cm abaixo do teto para gás natural e cerca de 30 cm acima do pavimento para GPL.
- Evitar os locais que os fabricantes desaconselham, ou seja por cima do lava-loiça, junto ao exaustor, perto de janelas e portas, atrás de cortinados, dentro de armários e em zonas húmidas ou com pó.
- Confirmar que no local existe alimentação elétrica e caminho para o cabo até à eletroválvula ou à central.
Fixação
Fixa-se a base na parede com o auxílio do molde. O detetor tem de ficar bem preso e as aberturas do sensor não podem ficar tapadas. Não se deve confiar em fita adesiva, pois na cozinha descola-se com o calor e a gordura.
Ligação da alimentação
Os detetores existem em três versões habituais. A primeira liga-se diretamente à tomada, a segunda tem ligação fixa a 230 V e a terceira funciona a baixa tensão a partir de uma central ou fonte, normalmente 12 V. A ligação fixa e a ligação ao quadro elétrico são feitas por um eletricista. Os manuais dos detetores de ligação fixa exigem em regra um interruptor que corte todos os condutores ativos e a ligação apenas por pessoa qualificada.
Ligação à eletroválvula
Se o detetor tiver de fechar o gás em caso de alarme, monta-se uma eletroválvula na alimentação. A eletroválvula é instalada na tubagem de gás, normalmente a jusante da válvula de corte geral, e esta parte é feita por um instalador de gás credenciado. Depois da intervenção na tubagem seguem-se o ensaio de estanquidade e a inspeção da instalação. O eletricista ou o técnico que monta o detetor liga então a saída de relé do detetor à eletroválvula segundo o esquema do fabricante. Nas eletroválvulas de rearme manual, o gás não volta a abrir sozinho após o alarme, primeiro alguém tem de identificar a causa da fuga.
Arranque e ensaio
Depois de ligado, o sensor aquece e estabiliza durante alguns minutos. Em seguida, o detetor é testado da forma indicada pelo fabricante, com gás de ensaio ou com o meio de teste próprio. Alguns fabricantes admitem o teste com um pano humedecido em álcool. Verifica-se que o alarme dispara e, havendo eletroválvula, que esta fecha. Por fim, explica-se ao proprietário o significado de cada luz e de cada sinal sonoro.
Variantes e materiais
- Detetor autónomo de tomada. A solução mais simples, apenas com alarme. Adequado a uma cozinha com um único aparelho a gás. Os modelos simples custam habitualmente entre cerca de 20 e 40 €.
- Detetor com saída de relé. Pode comandar uma eletroválvula, um ventilador ou enviar sinal para o alarme. Os fabricantes indicam dois níveis de alarme, para gás natural aproximadamente a 10 % e 20 % do limite inferior de explosividade. Estes modelos custam frequentemente cerca de 100 a 130 €.
- Sistema com central. Vários detetores em compartimentos diferentes e uma central que comanda a eletroválvula. Usa-se em casas das máquinas e moradias maiores.
- Ligação ao sistema de segurança. O alarme é enviado para o telemóvel ou para uma central de receção de alarmes.
Os sensores têm vida útil limitada. Os fabricantes indicam habitualmente uma vida útil mínima de cerca de cinco anos. Terminado esse prazo, substitui-se o detetor completo ou o sensor, conforme o manual. Por isso, convém escrever a data de montagem diretamente no detetor.
Erros mais comuns na prática
- Altura errada. Acontece o detetor de gás natural ficar baixo, na tomada por cima da bancada, porque é ali que há corrente. O gás que se escapa, no entanto, acumula-se junto ao teto.
- Detetor para outro gás. Numa casa com garrafa de butano está montado junto ao teto um detetor de metano.
- Detetor por cima do fogão ou junto ao exaustor. O vapor e a gordura sujam o sensor, a extração dilui o gás e o detetor dá falsos alarmes ou não reage.
- Detetor dentro de um armário ou atrás de um cortinado. O gás não chega ao sensor a tempo.
- Teste com isqueiro. O gás do isqueiro pode danificar o sensor de forma permanente e os fabricantes proíbem-no expressamente.
- Sprays de limpeza e solventes por perto. Álcool, vernizes, silicones e aerossóis podem afetar o sensor ou disparar o alarme.
- Vida útil esquecida. O detetor está na parede há dez anos, a luz verde acesa, mas o sensor já não reage como devia.
- Eletroválvula sem instalador de gás. A eletroválvula é montada na tubagem por conta própria, sem ensaio de estanquidade nem inspeção.
Falsos alarmes e o que os provoca
Um detetor que apita muitas vezes sem motivo deixa de ser levado a sério e, mais cedo ou mais tarde, acaba desligado da tomada. Por isso vale a pena conhecer as causas mais frequentes. Os sensores semicondutores reagem não só ao gás, mas também a alguns vapores. O alarme pode assim ser disparado por verniz de unhas, produtos de limpeza com álcool, laca, diluente, solventes de pintura ou silicone durante uma reparação na cozinha. Ao cozinhar, o vapor e os fumos da frigideira também podem interferir se o detetor estiver demasiado perto do fogão.
Se o alarme disparar, aja sempre primeiro como se se tratasse de uma fuga real. Só depois de o espaço estar arejado e a causa esclarecida faz sentido tratar o alarme como falso. Se se repetir sem causa aparente, o sensor pode estar no fim de vida ou o detetor mal posicionado. Nesse caso deve ser mudado de sítio ou substituído, nunca desligado.
Quem pode fazer a montagem
Um detetor que apenas se liga à tomada pode ser colocado pelo próprio proprietário, desde que siga as instruções do fabricante. A ligação fixa a 230 V e a ligação ao quadro elétrico são trabalho de um eletricista habilitado, ou seja de uma entidade instaladora ou de um técnico responsável registado na Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). Qualquer intervenção na tubagem de gás, como a montagem da eletroválvula, só pode ser feita por uma entidade instaladora de gás credenciada pela DGEG, que emite o termo de responsabilidade. Depois de alterações à tubagem, a instalação tem de ser inspecionada por uma entidade inspetora de gás, como se descreve na página inspeção à instalação de gás. Se ao mesmo tempo a caldeira for substituída ou ligada, isso trata-se em conjunto com a montagem e ligação de caldeira a gás.
Como verificar a montagem concluída
- o detetor é próprio para o gás existente na habitação e está à altura correspondente,
- está perto do aparelho a gás, mas não por cima do lava-loiça, junto ao exaustor, dentro de um armário nem junto a uma janela,
- está bem fixo e as aberturas do sensor estão livres,
- após o arranque, a sinalização de funcionamento normal está acesa conforme o manual,
- no ensaio o alarme dispara e, se houver eletroválvula, esta corta a alimentação de gás,
- se houve intervenção na tubagem, existe o termo de responsabilidade do instalador e o certificado de inspeção,
- no detetor ou nos documentos está registada a data de montagem e a data recomendada de substituição.
Durante a utilização, repita o teste conforme as instruções do fabricante, por exemplo na manutenção anual da caldeira. Limpe o detetor de vez em quando, com um pano seco ou ligeiramente húmido, conforme o manual e com o aparelho desligado.
O que fazer quando o detetor dispara
- Não acender nem apagar luzes e aparelhos elétricos, não tocar à campainha e não fazer lume.
- Fechar a válvula de corte do gás ou o redutor da garrafa, se for seguro fazê-lo.
- Abrir portas e janelas e arejar.
- Sair da habitação e, a partir de um local seguro, ligar para a linha de emergência do operador da rede de gás ou do fornecedor de GPL, ou para o 112.
- Não voltar a abrir o gás enquanto um técnico não identificar a causa.
Preço da montagem e o que o influencia
O preço de mão de obra na tabela NUMIQ para a montagem de um detetor de fugas de gás é de cerca de 44 € por unidade. Trata-se de mão de obra incluindo pequenos consumíveis, sem o detetor, a eletroválvula e os cabos. Os preços variam consoante a região e a cidade.
O valor final depende de:
- tipo de detetor, se é de tomada, de ligação fixa ou um sistema com central,
- número de detetores e de compartimentos,
- comprimento e forma de passagem do cabo até à alimentação e à eletroválvula, em calha ou em roço,
- montagem da eletroválvula na tubagem pelo instalador de gás e inspeção posterior,
- ligação ao sistema de segurança ou à casa inteligente.
Outros trabalhos relacionados encontram-se na secção instalações de gás.
Perguntas frequentes
Cerca de 30 cm abaixo do teto, no compartimento com o aparelho a gás e perto dele. Não por cima do lava-loiça, junto ao exaustor, perto da janela nem dentro de um armário. As distâncias exatas constam do manual do fabricante.
Numa habitação comum é, na maioria dos casos, uma proteção voluntária. Em centrais térmicas, garagens e algumas instalações pode ser exigido pelo projeto ou pela regulamentação. Vale a pena tê-lo sempre que exista um aparelho a gás.
Conforme o fabricante, normalmente ao fim de cerca de cinco anos. O sensor perde sensibilidade com o tempo, mesmo que o detetor pareça funcionar.
Normalmente não. Para o monóxido de carbono existe um detetor de CO próprio. Junto a caldeiras, esquentadores e lareiras convém ter os dois.
Num apartamento com um único aparelho a gás, geralmente sim, desde que esteja no compartimento desse aparelho. Se o fogão estiver na cozinha e a caldeira ou o esquentador na casa de banho ou na marquise, é preferível ter um detetor junto a cada um.
O detetor de tomada sim, desde que respeite a altura e o local indicados no manual. A ligação fixa a 230 V cabe a um eletricista habilitado e a montagem da eletroválvula na tubagem a um instalador de gás credenciado.
Sim, se tiver saída de relé e estiver ligado a uma eletroválvula na alimentação. A eletroválvula é montada na tubagem por um instalador de gás credenciado e, depois da montagem, segue-se a inspeção da instalação.
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