Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Trabalhos de demolição e desmontagem | ||||
| Remover pavimento flutuante (parquet, linóleo) | m² | 1,58 € | - | |
| Remoção de azulejos cerâmicos de parede | m² | - | ||
| Remoção de azulejos de chão | m² | 10,92 € | - | |
| Remover banheira | unid. | 44,90 € | - | |
| Remover sanita (WC) | unid. | 24,27 € | - | |
| Remover lavatório | unid. | 20,63 € | - | |
| Demolir parede divisória em alvenaria até 150mm de espessura | m² | - | ||
| Demolir alvenaria maciça / à vista | m² | - | ||
| Demolir parede / divisória em betão | m³ | 182,04 € | - | |
| Demolir laje de betão armado até 12 cm | m² | 65,53 € | - | |
| Remover revestimentos de pavimento em PVC ou alcatifa | m² | 4,85 € | - | |
| Remover porta com aro de madeira | unid. | 30,34 € | - | |
| Corte de betão e desmontagem de aro metálico de porta | unid. | - | ||
| Arrancar aro de porta metálico de betão | unid. | 31,55 € | - | |
| Remover radiador de painel | unid. | 24,27 € | - | |
| Remover radiador de ferro fundido | unid. | 42,48 € | - | |
| Remover teto falso de pladur e estrutura | m² | 9,70 € | - | |
| Demolição completa de módulo de casa de banho pré-fabricada | unid. | - | ||
| Remover reboco antigo de paredes interiores | m² | 7,90 € | - | |
| Remover módulo de cozinha | unid. | - | ||
| Arrancar roupeiro embutido | unid. | 49,76 € | - | |
| Arrancar caixa de tubagem de esgoto de sanita | unid. | 58,25 € | - | |
| Remover peitoris de janelas | unid. | 12,14 € | - | |
| Remoção e transporte de entulho a vazadouro | t | - | ||
Porque não convém tapar o pavimento antigo com um novo
A ideia é tentadora: assentar o laminado novo diretamente sobre o velho e evitar o pó. Na prática, o resultado raramente é bom. O pavimento novo copia tudo o que tem por baixo, e o antigo esconde problemas que só aparecem mais tarde.
- Desníveis e covas: com o tempo, o pavimento antigo cede ou gasta-se, e o novo fica a fletir, range e abre nas juntas.
- Humidade e bolor: por baixo de linóleo ou parquet que já apanharam água encontram-se muitas vezes manchas escuras e cheiro a mofo. Se isso ficar tapado, o problema continua.
- Altura: cada camada a mais sobe o piso, as portas deixam de fechar bem e surge um degrau para a divisão ao lado.
- Base desconhecida: o estado real da betonilha, das fissuras e das colas antigas só se vê depois de arrancar o pavimento.
Como se faz a remoção, passo a passo
Preparar a divisão
Retiram-se os móveis, os tapetes e tudo o que possa estorvar ou sujar-se. Numa remodelação completa, nesta fase também se tira por vezes um roupeiro embutido que assente diretamente no chão. Convém tapar as portas das outras divisões com plástico, porque ao raspar a cola levanta-se muito pó fino. Se houver hipótese de passarem instalações pelo chão, como piso radiante ou cabos escondidos em rodapés antigos, deve confirmar-se isso antes de começar.
Tirar os rodapés e o revestimento
Primeiro saem os rodapés e depois os perfis de transição junto às portas. A seguir, o método depende do material:
- Pavimento flutuante: não está colado, as réguas apenas encaixam umas nas outras. Começa-se junto à parede onde ficou a junta de dilatação e as réguas vão sendo levantadas e desencaixadas fila a fila. Por baixo fica a base de espuma e, por vezes, uma película de polietileno, que se enrolam.
- Parquet e tacos: costumam estar colados ou pregados, por isso soltam-se com pé de cabra, escopro largo ou martelo demolidor elétrico com espátula. É mais lento e gera mais entulho. Em muitos prédios antigos os tacos estão assentes com cola preta betuminosa, que dá bastante trabalho a tirar.
- Linóleo e vinil: em Portugal chama-se muitas vezes linóleo a qualquer revestimento vinílico. Se estiver apenas pousado, enrola-se em poucos minutos. Se estiver colado em toda a área, corta-se em tiras, arranca-se e os restos tiram-se com raspador.
Limpar a base
Depois do revestimento ficam colas, massas, pregos e bocados de base. Tudo isso tem de sair, senão aparece em relevo debaixo do pavimento novo ou prejudica a aderência da cola nova ou da massa autonivelante. Para colas duras usa-se raspador manual ou mecânico, ou uma lixadora com aspiração. No fim, aspira-se bem a base.
Levar o entulho
Os revestimentos antigos são resíduos de construção e demolição e não devem ir para o contentor do lixo comum. Pequenas quantidades podem ser entregues num ecocentro, de acordo com as regras do município, e para áreas maiores aluga-se um contentor ou big bag para entulho. As condições de receção variam de município para município, por isso convém confirmá-las junto da câmara municipal ou do serviço de recolha.
O que facilita e o que complica o trabalho
O esforço, e portanto o custo final, depende sobretudo da força com que o revestimento está agarrado e do que aparece por baixo.
- Tipo de revestimento: o flutuante sai muito depressa, enquanto o parquet colado e o vinil colado em toda a área levam bastante mais tempo.
- Tipo de cola: as colas aquosas mais macias raspam-se com facilidade, as colas antigas duras ou betuminosas exigem máquina.
- Várias camadas: em casas mais antigas encontra-se com frequência vinil sobre tacos ou laminado sobre linóleo. Cada camada é trabalho a mais.
- Forma da divisão: muitos cantos, recantos e aros de portas atrasam mais o trabalho do que uma área grande e direita.
- Acesso e transporte: descer entulho de um andar alto sem elevador prolonga a obra.
- Estado da base: betonilha desfeita ou húmida significa trabalhos adicionais, que não fazem parte da remoção propriamente dita.
Cuidado com o amianto nos revestimentos antigos
Os ladrilhos vinílicos antigos e algumas colas pretas betuminosas aplicadas antes dos anos noventa podem conter amianto. Se numa casa mais antiga aparecerem ladrilhos quadrados rígidos ou cola preta, não se deve lixar nem picar esse material. A remoção de materiais com amianto só deve ser feita por empresa especializada, e os resíduos seguem um circuito próprio. Em caso de dúvida, vale a pena mandar analisar uma amostra num laboratório.
Num apartamento em condomínio, convém respeitar o regulamento do prédio, sobretudo os horários permitidos para trabalhos ruidosos, e proteger as zonas comuns por onde passa o entulho.
Guia para bricolage: remover pavimento flutuante
O pavimento flutuante pode ser removido sem ajuda profissional, desde que não esteja colado e não haja materiais antigos suspeitos por baixo. Parquet colado e colas antigas ficam melhor a cargo de uma empresa com equipamento adequado.
- Esvaziar a divisão e tapar as portas com plástico.
- Preparar luvas, óculos de proteção, pé de cabra, multiferramenta oscilante ou x-ato e sacos para entulho.
- Retirar com cuidado os rodapés e os perfis de transição, se forem para reaproveitar.
- Encontrar a parede onde começou a montagem e levantar a primeira fila de réguas.
- Desmontar as réguas fila a fila e empilhá-las, sem as atirar.
- Enrolar a base e a película.
- Verificar se a base está húmida, fissurada ou com bolor.
- Aspirar a base e levar o entulho ao ecocentro.
Erros comuns na remoção
- Restos de cola na base: a massa ou a cola nova não agarra e, mais tarde, o pavimento descola.
- Humidade que passa despercebida: betonilha húmida tapada com pavimento novo dá bolor e deformações.
- Ferramenta demasiado agressiva: picar com força danifica a betonilha, a impermeabilização ou os tubos do piso radiante.
- Lixar sem aspiração: o pó espalha-se pela casa toda e, com materiais antigos, pode ser perigoso.
- Entulho no lixo comum: resíduos de obra vão para o ecocentro ou para um contentor próprio.
Como verificar o trabalho terminado
Antes de chamar o ladrilhador ou o assentador do pavimento novo, convém percorrer a área com uma régua comprida ou um nível e uma lanterna.
- o revestimento, a base, as películas e os rodapés foram retirados de toda a área, incluindo cantos e o espaço junto aos aros das portas,
- não ficaram pregos, agrafos nem restos grossos de cola na base,
- a betonilha não tem fissuras novas nem partes arrancadas pela ferramenta,
- as instalações no chão e o reboco junto às paredes estão intactos,
- a base está aspirada e sem manchas de humidade ou bolor,
- o entulho foi levado e sabe-se onde foi entregue.
Perguntas frequentes
Na maior parte dos casos, sim. Tapar só faz sentido em situações excecionais, quando o revestimento antigo está firme, plano e seco e o fabricante do pavimento novo aceita esse tipo de base. Caso contrário, arrisca-se a ter rangidos, deformações e menor durabilidade.
Um pavimento flutuante numa divisão normal sai, em regra, em poucas horas. Parquet colado ou vinil colado com limpeza cuidadosa da base podem ocupar um dia inteiro de trabalho.
Se estiverem pregados e o trabalho for feito com cuidado, em parte sim. O parquet colado costuma partir-se na desmontagem e fica com cola agarrada, por isso normalmente não serve para voltar a assentar.
Nesse caso, a base tem de ser reparada antes do pavimento novo. Pequenos desníveis corrigem-se com massa autonivelante, mas betonilha desfeita ou húmida obriga a reparação ou substituição. Isso já é um trabalho à parte, fora da remoção.
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