Preçário 2026 · Portugal

Colocação de rede de vedação até 1,4 m

A rede baixa, até 1,4 m de altura, é a vedação mais comum em quintais, jardins de frente, hortas, canis para cães pequenos e limites entre vizinhos. Nestes casos não é preciso uma barreira alta, basta marcar bem o terreno.

Atualizado 09/2026·12 min read·22 price list items
Preço do trabalho padrão
3,15 €/ ml
Intervalo indicativo
2,52 € - 4,09 €
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Fundações e vedações22 itens

Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.

ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Vedações
Instalação de vedação de rede até 1,4 mml3,15 €-
Assentamento de blocos de betão para muro de vedaçãounid.5,00 €-
Execução de pilares de vedação em alvenariaml27,50 €-
Instalação de vedação em betão até 1,8 mml25,00 €-
Instalação de vedação em betão até 2,1 mml28,75 €-
Instalação de vedação em betão até 2,4 mml30,00 €-
Vedação com blocos DT 12/15m²-
Vedação com blocos DT 20/25m²-
Remoção de vedação antigaml11,00 €-
Instalação de poste de vedação até 2,4 munid.31,25 €-
Instalação de poste de vedação até 2,7 munid.35,00 €-
Instalação de poste de vedação até 3,8 munid.43,75 €-
Instalação de escoramento de vedação até 2,7 munid.2,15 €-
Instalação de braço de extensão (bavolet) para arame farpadounid.1,75 €-
Tensionamento de arame tensorml0,65 €-
Tensionamento de arame farpadoml0,95 €-
Instalação de painel de vedação em quadrounid.-
Instalação de painel de vedação em quadro à medidaunid.-
Instalação de painéis de vedaçãounid.-
Instalação de vedação de rede até 1,8 mml3,40 €-
Instalação de vedação de rede acima de 3,0 mml4,65 €-
Atar reforço de cantounid.1,25 €-
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O que inclui a colocação de rede até 1,4 m

O item conta-se ao metro linear de vedação pronta. Normalmente inclui:

  • esticar e tensionar os arames de tensão,
  • desenrolar a rede e esticá-la com a barra de tensão,
  • atá-la aos arames e aos postes.

A colocação dos postes, a betonagem, as escoras, os rodapés de betão e os portões costumam ser itens separados na tabela de preços. Por isso convém confirmar, antes de aceitar o orçamento, o que está incluído no metro e o que é cobrado à parte. Também deve ficar escrito quem trata da remoção da rede velha, se existir.

A designação "até 1,4 m" refere-se à rede nas alturas habituais de rolo, por exemplo cerca de 1,0 m, 1,2 m ou 1,4 m. Em Portugal é muito frequente a rede ficar por cima de um murete de blocos ou de pedra. Nesse caso a altura total da vedação é maior, mas para o trabalho conta a altura da própria rede.

Rede baixa e variantes mais altas: quando escolher cada uma

Na tabela de preços existem, além deste item, a colocação de rede até 1,8 m e a colocação de rede acima de 3,0 m. Cada uma tem página e preço próprios, porque mudam o volume de trabalho, o equipamento e os riscos.

  • Até 1,4 m: todo o trabalho se faz a partir do chão, sem escada. Os rolos são mais leves e duas pessoas carregam-nos e esticam-nos sem dificuldade. Em regra bastam três arames de tensão (inferior, intermédio e superior) e postes mais curtos. A vedação apanha menos vento, por isso a ancoragem das pontas e dos cantos é um pouco menos exigente. Serve para quintais, jardins, separação de terrenos e cercados para animais pequenos.
  • Até 1,8 m: é a vedação perimetral típica de uma moradia, quando se quer que não seja fácil passar por cima. A rede é mais pesada e o arame superior já se estica com a ajuda de um banco ou de uma escada baixa. Os postes são mais compridos e ficam mais enterrados no betão. As escoras e a sua fixação têm de aguentar mais força.
  • Acima de 3,0 m: campos de jogos, recintos desportivos, redes de proteção. Exigem postes mais robustos, mais arames de tensão, trabalho em andaime ou plataforma, uma equipa maior e um projeto cuidadoso por causa do vento. É outra categoria de trabalho.

Como decidir? Primeiro convém pensar no que a vedação tem de fazer. Se deve marcar o terreno e travar crianças, galinhas ou um cão pequeno, até 1,4 m costuma chegar. Com um cão grande que salta, ou quando se quer dificultar a passagem a partir da rua, faz mais sentido a variante até 1,8 m. Na prática acontece muitas vezes alguém instalar uma vedação baixa e descobrir um ano depois que o cão a salta. Subir a vedação mais tarde obriga a postes novos, por isso a altura deve ser bem pensada antes de começar.

O que deve estar pronto antes de a equipa chegar

Limite do terreno e acordo com o vizinho

Uma vedação no limite deve seguir o limite real do terreno, e não um marco antigo ou "o sítio onde sempre esteve". Em terrenos rústicos e quintais herdados isto gera muitos conflitos. Quando há dúvidas, convém pedir a um topógrafo que marque a estrema. Se a vedação for partilhada com o vizinho, deve ficar combinado antes quem paga, de que lado ficam os postes e quem faz a manutenção. Numa moradia em condomínio, ou num lote com regras comuns, convém falar antes com a administração do condomínio sobre cor e tipo de rede.

Postes e base

A rede coloca-se sobre postes já instalados. Estes devem estar alinhados, a prumo e bem chumbados. O betão à volta dos postes precisa de tempo para ganhar resistência. Os arames costumam ser esticados só alguns dias depois. Conforme o tempo e as indicações do fabricante da argamassa ou do betão pré-doseado, pode ser preciso esperar até uma semana. Quando se estica cedo demais, os postes de extremidade inclinam-se e a vedação perde tensão.

Também deve estar preparado:

  • uma faixa limpa ao longo da vedação, sem arbustos, silvas, ervas e rede velha,
  • escoras colocadas nos postes de extremidade, de canto e junto ao portão,
  • rodapés de betão ou murete prontos, se a vedação os tiver,
  • o material em obra: rede, arame de tensão, esticadores, barras de tensão e arame de atar,
  • acesso para pessoas e rolos de rede ao longo de toda a vedação.

Rede e acessórios: o que escolher

Rede de malha entrelaçada (quadrada ou em losango)

É o tipo mais usado. Os arames são entrelaçados em malhas, normalmente com cerca de 50 mm. A rede é flexível, acompanha bem um terreno ligeiramente ondulado e estica-se com facilidade. Existe galvanizada ou plastificada, sobretudo em verde ou antracite. A plastificada dura mais, desde que o plástico não seja danificado na montagem. Em zonas próximas do mar, onde o ar salino acelera a corrosão, a plastificada sobre galvanizado é a escolha mais sensata. Numa vedação baixa escolhe-se muitas vezes um arame mais fino, e para um quintal isso costuma bastar.

Rede eletrossoldada em rolo

Os arames são soldados nos cruzamentos e as malhas são retangulares. A rede é mais rígida e dobra menos. Em contrapartida adapta-se pior ao terreno e é mais difícil deixá-la perfeitamente plana. É indicada para terreno plano e para quando se querem malhas pequenas, por exemplo contra aves de capoeira, coelhos ou outros animais pequenos.

Rede ovelheira (de nós)

É a rede típica de pomares, pastagens e cercados de gado, muito comum nos terrenos rústicos portugueses. Tem as malhas mais apertadas junto ao chão e mais largas em cima. No quintal de uma casa é uma exceção. Em troços longos em campo aberto faz todo o sentido, porque é resistente e relativamente rápida de montar.

Acessórios que decidem a qualidade

  • Arames de tensão: até 1,4 m, normalmente três. São eles que suportam a rede, por isso devem ser mais grossos do que o arame da rede e ter o mesmo acabamento.
  • Esticadores: de roquete ou de parafuso, nas extremidades e nos cantos. Permitem voltar a apertar o arame mais tarde.
  • Barra de tensão: passa pelas malhas da ponta da rede e fixa-se ao poste de extremidade. Assim a força fica distribuída por toda a altura.
  • Arame de atar ou grampos: ligam a rede aos arames de tensão. Devem ser do mesmo material para não enferrujarem antes da rede.
  • Escoras: nos postes de extremidade e de canto. Em troços retos longos também a meio, normalmente a cada 20 a 25 m.

Como se coloca a rede, passo a passo

Numa vedação de quintal normal, o trabalho decorre mais ou menos assim:

  1. Verificação dos postes. A equipa confirma o alinhamento, o prumo e a firmeza dos postes. Um poste torto ou solto corrige-se antes de esticar, nunca depois.
  2. Arames de tensão. Os arames vão de um poste de extremidade ao seguinte, de extremidade ou de canto. O inferior fica rente ao chão ou ao murete. O superior fica alguns centímetros abaixo do topo da rede e o intermédio mais ou menos a meio. Nos postes intermédios os arames passam pelos suportes ou ficam atados.
  3. Tensão dos arames. Os esticadores apertam primeiro o arame superior, depois o inferior e o intermédio. O arame deve ficar firme, mas não esticado ao limite. Força a mais dobra os postes de extremidade, mesmo com boas escoras.
  4. Fixação do início da rede. A barra de tensão passa pela primeira fiada de malhas e fixa-se ao poste de extremidade em toda a altura.
  5. Desenrolar e pré-esticar. A rede é desenrolada ao longo da vedação, apoiada nos arames. Na outra ponta é pré-esticada à mão, ou com uma barra provisória e uma cinta de tensão, para não ficar ondulada.
  6. Atar aos arames. A rede é atada ao arame superior pelo menos em cada poste intermédio e entre postes a intervalos regulares. Depois ata-se ao intermédio e ao inferior.
  7. Emenda de rolos. Quando um rolo não chega, o seguinte liga-se entrançando o arame da ponta pelas malhas dos dois rolos. Assim a emenda quase não se vê e não fica um ponto fraco.
  8. Remate e aperto final. No fim do troço a rede é cortada, leva a segunda barra de tensão e todo o pano é apertado mais uma vez. As pontas de arame cortadas são dobradas para dentro para não ferirem ninguém.

Uma equipa de duas pessoas, com terreno plano e postes prontos, faz normalmente várias dezenas de metros de vedação por dia. O tempo aumenta com muitos cantos, portões, desníveis e com ligações a vedações existentes. Na rede baixa não há escadas para mudar de sítio, por isso o trabalho é mais rápido do que nas variantes mais altas.

O que facilita e o que dificulta o trabalho

O custo por metro linear depende sobretudo do número de pontos complicados e do acesso à vedação. O trabalho fica mais fácil com:

  • terreno plano e troços retos longos, sem interrupções,
  • postes bem alinhados e com o betão suficientemente curado,
  • uma faixa livre ao longo da vedação,
  • o material descarregado no próprio local.

Pelo contrário, dificultam o trabalho:

  • encostas, socalcos e degraus, onde a rede tem de acompanhar o terreno,
  • muitos cantos, portões e troços curtos, onde se repete a ancoragem das pontas,
  • vegetação densa, sebes, silvados ou pedras junto aos postes,
  • a remoção de rede e arames velhos, quando fica a cargo da equipa,
  • a ligação à vedação do vizinho, a um muro ou a um murete irregular.

Em terreno inclinado, a rede baixa costuma acompanhar a pendente. A rede entrelaçada aceita bem esta solução, a eletrossoldada nem tanto. Por isso, em encostas e socalcos, convém preferir a entrelaçada.

Erros típicos e como aparecem mais tarde

  • Esticar logo após a betonagem: os postes de extremidade inclinam-se para dentro do pano, os arames afrouxam e, poucas semanas depois, a rede descai.
  • Escoras em falta ou fracas: o poste de canto roda e a rede ondula no canto. A reparação obriga a desatar a rede e esticá-la de novo.
  • Rede atada só aos postes: entre postes formam-se barrigas. A rede incha e, quando alguém se encosta, deforma-se para sempre.
  • Plástico danificado na rede plastificada: um alicate usado à bruta esfola o plástico, o arame começa a oxidar e as manchas de ferrugem aparecem ao fim de poucos anos. Junto ao mar isto acontece ainda mais depressa.
  • Mistura de metais: arame preto comum numa rede galvanizada enferruja e mancha o murete e a rede à volta.
  • Folga junto ao chão: com o arame inferior demasiado alto, um cão, uma raposa ou um coelho passa por baixo ou escava. Resolve-se com um rodapé de betão ou com o arame inferior mais baixo.
  • Emenda mal feita: quando os rolos se sobrepõem em vez de serem entrançados, a emenda fica visível e com o tempo a rede abre nesse ponto.

Guia faça você mesmo: colocar rede baixa por conta própria

A rede até 1,4 m está entre os trabalhos que uma pessoa habilidosa consegue fazer. Trabalha-se do chão, sem escada, e com um ajudante o trabalho anda depressa. São precisos luvas de trabalho, alicate, corta-arame, esticadores e, de preferência, uma barra provisória com cinta para pré-esticar a rede. As pontas de arame saltam com facilidade, por isso convém usar óculos de proteção ao esticar. Se for preciso abrir covas para postes novos, deve confirmar-se antes que não passam ali redes enterradas. Havendo suspeita de tubagem de gás, não se deve escavar e deve contactar-se o distribuidor. Em caso de fuga de gás, é preciso afastar-se do local e ligar para a linha de emergência do distribuidor ou para o 112.

  1. Verificar se os postes estão a prumo, alinhados e com o betão bem curado.
  2. Limpar a faixa ao longo da vedação de vegetação e arames velhos.
  3. Fixar os esticadores nos postes de extremidade e de canto, à altura dos arames inferior, intermédio e superior.
  4. Estender os arames de tensão, prendê-los nos postes intermédios e dar-lhes um primeiro aperto ligeiro.
  5. Apertar os arames com os esticadores, começando pelo superior, e ir vendo se os postes de extremidade se mexem.
  6. Passar a barra de tensão pelas malhas da ponta da rede e fixá-la ao poste de extremidade.
  7. Desenrolar a rede ao longo dos arames e pré-esticá-la no fim do troço com a barra auxiliar.
  8. Atar a rede ao arame superior, depois ao intermédio e ao inferior, a intervalos regulares.
  9. Na emenda de rolos, entrançar o arame da ponta pelas malhas dos dois rolos.
  10. Cortar a rede no fim, colocar a segunda barra de tensão e apertar o pano.
  11. Dobrar para dentro as pontas de arame cortadas e verificar a tensão em todo o comprimento.

Passadas algumas semanas, quando o material assenta, convém dar um pequeno aperto aos arames nos esticadores.

Verificação e receção da vedação pronta

Convém percorrer toda a vedação, de preferência com luz do dia. Olhando-a de lado, ao longo da linha, vê-se melhor qualquer ondulação. Ao empurrar levemente a rede a meio de um pano, ela deve ceder e voltar à posição inicial, sem ficar dobrada.

  • a rede está esticada por igual, sem ondas nem barrigas entre postes,
  • o topo da rede segue uma linha reta ou acompanha o terreno sem saltos,
  • os postes de extremidade e de canto estão a prumo e as escoras firmes,
  • a rede está atada aos três arames de tensão a intervalos regulares,
  • as barras de tensão estão fixas em toda a altura da rede,
  • as emendas de rolos estão entrançadas e não se notam como ponto fraco,
  • o plástico da rede e dos arames plastificados não está esfolado,
  • o material de atar é do mesmo tipo de metal que a rede,
  • não há folga junto ao chão por onde um animal possa passar,
  • as pontas de arame estão dobradas e não ficam espetadas,
  • o local está limpo e as sobras de arame foram levadas.

Perguntas frequentes

Normalmente três: inferior, intermédio e superior. Numa rede muito baixa, de cerca de um metro, por vezes bastam dois. Ainda assim, o arame intermédio ajuda a manter a rede plana e evita que faça barriga.

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