Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Vedações | ||||
| Vedação com blocos DT 20/25 | m² | - | ||
| Assentamento de blocos de betão para muro de vedação | unid. | 4,70 € | - | |
| Execução de pilares de vedação em alvenaria | ml | 25,93 € | - | |
| Instalação de vedação em betão até 1,8 m | ml | 23,57 € | - | |
| Instalação de vedação em betão até 2,1 m | ml | 27,10 € | - | |
| Instalação de vedação em betão até 2,4 m | ml | 28,30 € | - | |
| Vedação com blocos DT 12/15 | m² | - | ||
| Remoção de vedação antiga | ml | 1,18 € | - | |
| Instalação de poste de vedação até 2,4 m | unid. | 1,65 € | - | |
| Instalação de poste de vedação até 2,7 m | unid. | 2,00 € | - | |
| Instalação de poste de vedação até 3,8 m | unid. | 3,54 € | - | |
| Instalação de escoramento de vedação até 2,7 m | unid. | 2,00 € | - | |
| Instalação de braço de extensão (bavolet) para arame farpado | unid. | 1,65 € | - | |
| Tensionamento de arame tensor | ml | 0,17 € | - | |
| Tensionamento de arame farpado | ml | 0,17 € | - | |
| Instalação de painel de vedação em quadro | unid. | - | ||
| Instalação de painel de vedação em quadro à medida | unid. | - | ||
| Instalação de painéis de vedação | unid. | - | ||
| Instalação de vedação de rede até 1,4 m | ml | 2,00 € | - | |
| Instalação de vedação de rede até 1,8 m | ml | 2,24 € | - | |
| Instalação de vedação de rede acima de 3,0 m | ml | 4,36 € | - | |
| Atar reforço de canto | unid. | 1,18 € | - | |
Como se constrói um muro em blocos de cofragem
O processo é igual para todas as larguras de bloco. Muda sobretudo a largura da fundação e a quantidade de armadura.
- Marcação. O traçado do muro marca-se com estacas e fio, seguindo com rigor o limite do terreno. Nesta fase define-se também a altura final e a posição dos pilares e dos portões. Se o limite não estiver claro no terreno, convém pedir a um topógrafo que o marque e falar com o vizinho antes de começar.
- Escavação da fundação. A vala abre-se até terreno firme, abaixo da camada de terra vegetal. Em zonas de interior e de montanha, onde a geada é forte, deve ir mais fundo. Em solos argilosos ou encharcados costuma ser preciso aprofundar mais. O fundo nivela-se e compacta-se.
- Sapata corrida. Coloca-se a armadura na vala e enche-se com betão. A classe do betão é a definida para a obra; em betão armado usa-se frequentemente C20/25 ou superior, de acordo com a NP EN 206. Da sapata devem sair varões verticais (os chamados arranques), aos quais se liga depois a armadura dos blocos. A sapata é normalmente mais larga do que o próprio bloco.
- Assentamento dos blocos. A primeira fiada assenta em argamassa e nivela-se com todo o cuidado, porque define o alinhamento e a altura de todo o muro. As fiadas seguintes colocam-se com juntas desencontradas.
- Armadura. Os varões verticais vão nos vazios dos blocos e os horizontais nos entalhes. Cantos, pilares e zonas onde vai ficar pendurado um portão levam mais armadura.
- Enchimento com betão. O betão deita-se por fases, de poucas em poucas fiadas, e compacta-se com um varão ou com vibrador de agulha, para não ficarem vazios dentro da parede.
- Remate. No topo colocam-se capas de muro (capeamento) que afastam a água. A superfície pode ser rebocada, pintada, revestida a pedra ou ficar à vista.
O betão precisa de tempo. Atinge a resistência total ao fim de cerca de quatro semanas. No verão, sobretudo com calor forte, deve ser regado nos primeiros dias para não secar depressa demais. Com geada não se betona sem medidas de proteção.
DT 12, 15, 20 ou 25: que largura escolher
O número indica aproximadamente a largura do bloco em centímetros. Um bloco mais largo leva mais betão e mais armadura e a parede fica mais rígida. Em contrapartida, os blocos pesam mais e a fundação tem de ser mais larga.
- DT 12: muretes baixos, bordaduras de canteiros, pequenas divisórias no jardim. Não serve para um muro cheio mais alto,
- DT 15: muros baixos, socos e muretes de base para vedações leves, onde a parede quase não suporta carga,
- DT 20: muro corrente de moradia, tanto murete de base como muro cheio de altura média em terreno plano,
- DT 25: muros cheios mais altos, locais muito expostos ao vento, terrenos inclinados e muros com portão pesado.
Porque é que a altura conta tanto? Um muro cheio funciona como uma vela. Quanto mais alto e comprido, mais o vento empurra e maior é o esforço na base da parede, junto à fundação. Por isso, em muros mais altos escolhe-se um bloco mais largo e mais armadura. Se o muro tiver também de segurar terras, já se trata de um muro de suporte. Nesse caso deve ser dimensionado por um engenheiro de estruturas, seja qual for a largura do bloco.
Quanto ao aspeto, há duas opções. Os blocos lisos correntes costumam levar reboco ou revestimento. Alguns fabricantes têm também blocos com face à vista, por exemplo com textura rachada, que dispensam reboco. Nesse caso o assentamento tem de ser muito cuidado, porque qualquer defeito fica à vista.
O que facilita e o que complica o trabalho
O mesmo número de metros de muro tanto pode ser uma obra simples como bastante trabalhosa. Os fatores principais são:
- terreno: em terreno plano a fundação é simples, em declive tem de ser feita em degraus e muitas vezes é preciso drenagem,
- acesso: quando a autobetoneira chega até à vala, a betonagem é rápida, com betoneira pequena e carrinho de mão demora muito mais,
- altura e largura dos blocos: um muro mais alto significa mais fiadas, mais armadura e enchimento em várias fases,
- recortes: cantos, pilares, portões, nichos para a caixa do correio ou para os contadores obrigam a cortar blocos e a reforçar armadura,
- muro antigo e redes enterradas: demolir a vedação existente e levar o entulho, além de localizar antes da escavação as redes de água, eletricidade, gás e telecomunicações,
- acabamento: reboco, revestimento a pedra ou vedação metálica por cima são trabalhos à parte.
Se ao escavar for atingida uma conduta de gás ou se sentir cheiro a gás, deve-se afastar toda a gente do local e ligar para a linha de emergência do distribuidor ou para o 112. Cabos elétricos danificados só devem ser tratados por um eletricista ou pela entidade distribuidora. Em terrenos de prédios, a decisão sobre o muro cabe à administração do condomínio.
Erros típicos
Na prática, o problema raramente está nos blocos. Está quase sempre no que fica por baixo e por dentro deles.
- fundação pouco profunda: o terreno mexe, a geada levanta-a nas zonas frias e o muro inclina ou racha ao fim de alguns anos,
- armadura sem ligação à fundação: a parede fica apenas pousada sobre a sapata e, com vento forte, pode partir pela base,
- enchimento de uma só vez em grande altura: o betão fresco empurra os blocos e pode deslocá-los ou abri-los,
- betão demasiado líquido: juntar água facilita o enchimento, mas o betão perde resistência,
- betão mal compactado: ficam bolsas de ar nos vazios e a parede é mais fraca do que parece,
- falta de capeamento: a água entra por cima, em zonas frias gela, e o reboco acaba por cair,
- muro comprido sem juntas de dilatação: o betão retrai e, sem interrupções, aparecem fissuras verticais,
- terra encostada ao muro: sem impermeabilização nem drenagem, a parede fica sempre húmida e degrada-se.
Guia de bricolage: murete baixo de jardim em blocos DT
Um murete baixo, mais ou menos até à altura do joelho e em terreno plano, por exemplo em DT 15 ou DT 20, pode ser feito por conta própria. Um muro cheio mais alto, um muro em declive ou uma parede que segura terras deve ficar a cargo de profissionais.
- Confirmar o limite do terreno e as redes enterradas e marcar o traçado com fio.
- Abrir a vala até terreno firme, nivelar e compactar o fundo.
- Colocar a armadura com os arranques verticais e betonar a sapata corrida.
- Deixar a fundação endurecer alguns dias e regá-la com tempo quente.
- Assentar a primeira fiada de blocos em argamassa e verificar com nível no comprimento e na largura.
- Colocar as fiadas seguintes com juntas desencontradas e ir verificando o prumo.
- Colocar a armadura vertical e horizontal e atá-la bem nos cantos.
- Encher com betão de poucas em poucas fiadas e picar cada camada com um varão.
- Assentar as capas de muro com inclinação ou com pingadeira para a água escorrer.
- Rebocar ou tratar a superfície só depois de o betão ter curado.
Verificação do muro antes da receção
- o alinhamento do muro corresponde ao limite marcado e à altura combinada,
- a parede está a prumo e as fiadas estão direitas, sem barriga visível ao longo do muro,
- não há fissuras, blocos deslocados nem marcas de betão escorrido,
- os pilares dos portões estão firmes e as chumbadouras estão no sítio certo,
- as capas de muro estão bem fixas e a água pinga para fora da parede,
- num muro comprido existem juntas de dilatação,
- o terreno junto ao muro está arranjado de modo a que a água escorra para longe da parede,
- o empreiteiro indicou o betão utilizado e a partir de quando se pode montar a vedação ou o portão.
Perguntas frequentes
Não é obrigatório, a parede de betão aguenta bem sem reboco. Mas o reboco ou a pintura melhoram o aspeto e protegem a superfície da água. Os blocos de face à vista dispensam reboco.
Pode, mas nesse caso é um muro de suporte. Precisa de cálculo de estruturas, blocos mais largos, mais armadura, impermeabilização e drenagem do lado das terras. Um muro de vedação comum não está pensado para esse esforço.
Uma vedação leve costuma montar-se ao fim de alguns dias. Um portão pesado convém pendurar só depois de o betão ter curado o suficiente, idealmente ao fim de cerca de quatro semanas. O tempo exato depende do tempo que faz e do betão usado.
Com geada não se deve betonar, porque a água do betão fresco congela e danifica-o. Na maior parte do país isso acontece poucos dias por ano, mas no interior norte e em zonas altas convém escolher dias sem geada ou proteger o betão com adjuvantes e coberturas.
Nem sempre. Num muro baixo em terreno plano, um bloco mais largo só traz mais betão e mais trabalho, sem ganho real. O DT 25 faz sentido em muros mais altos, em locais com muito vento ou em declive.
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