Orçamente o trabalho pelo preçário
Introduza as quantidades e o preço é recalculado de imediato. Nível de preços: Portugal. Pode ajustar os valores no seu preçário.
Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Vedações | ||||
| Instalação de vedação em betão até 2,1 m | ml | 28,75 € | - | |
| Assentamento de blocos de betão para muro de vedação | unid. | 5,00 € | - | |
| Execução de pilares de vedação em alvenaria | ml | 27,50 € | - | |
| Instalação de vedação em betão até 1,8 m | ml | 25,00 € | - | |
| Instalação de vedação em betão até 2,4 m | ml | 30,00 € | - | |
| Vedação com blocos DT 12/15 | m² | - | ||
| Vedação com blocos DT 20/25 | m² | - | ||
| Remoção de vedação antiga | ml | 11,00 € | - | |
| Instalação de poste de vedação até 2,4 m | unid. | 31,25 € | - | |
| Instalação de poste de vedação até 2,7 m | unid. | 35,00 € | - | |
| Instalação de poste de vedação até 3,8 m | unid. | 43,75 € | - | |
| Instalação de escoramento de vedação até 2,7 m | unid. | 2,15 € | - | |
| Instalação de braço de extensão (bavolet) para arame farpado | unid. | 1,75 € | - | |
| Tensionamento de arame tensor | ml | 0,65 € | - | |
| Tensionamento de arame farpado | ml | 0,95 € | - | |
| Instalação de painel de vedação em quadro | unid. | - | ||
| Instalação de painel de vedação em quadro à medida | unid. | - | ||
| Instalação de painéis de vedação | unid. | - | ||
| Instalação de vedação de rede até 1,4 m | ml | 3,15 € | - | |
| Instalação de vedação de rede até 1,8 m | ml | 3,40 € | - | |
| Instalação de vedação de rede acima de 3,0 m | ml | 4,65 € | - | |
| Atar reforço de canto | unid. | 1,25 € | - | |
Porquê 2,1 m: comparação com a vedação mais baixa e a mais alta
As vedações de betão pré-fabricado são feitas de placas horizontais, muitas vezes com cerca de 50 cm de altura. As placas deslizam por cima para dentro das ranhuras dos pilares. Por isso a altura cresce por degraus: depende do número de placas e de existir ou não uma placa de rodapé em baixo. Uma vedação até 2,1 m tem normalmente mais uma fiada de placas do que a versão mais baixa. Essa fiada a mais pesa mais na obra do que parece.
- Até 1,8 m: separa o terreno e tapa a maior parte da vista, mas uma pessoa alta ainda espreita por cima. Os pilares são mais curtos e leves. As placas de cima entram mais ou menos à altura dos ombros, por isso a montagem é mais rápida e quase sempre dispensa cavaletes.
- Até 2,1 m (este trabalho): é um equilíbrio sensato entre privacidade e dificuldade. Os pilares têm de ser mais compridos, em regra entre 2,8 e 3 m segundo o fabricante, e ficam mais enterrados. A última placa entra acima da cabeça, por isso a equipa trabalha a partir de cavaletes ou de um estrado estável e com três pessoas. No lado exposto ao vento, esta vedação apanha bastante mais vento do que uma de 1,8 m.
- Até 2,4 m: escolhe-se junto a estradas movimentadas, quando o terreno vizinho fica mais alto ou quando há uma vista difícil de tapar. Os pilares são ainda mais compridos e pesados e muitas vezes colocam-se com máquina. As sapatas são maiores e o fabricante pode exigir um pilar reforçado. Nesta altura justifica-se ainda mais ouvir um engenheiro de estruturas.
Na dúvida entre 1,8 e 2,1 m, há um teste simples. Uma pessoa senta-se no terraço ou junto à janela onde passa mais tempo, e outra segura uma régua no limite do terreno, primeiro a 1,8 m e depois a 2,1 m. Vê-se logo se a vedação mais baixa chega. O desnível também conta: se o terreno do vizinho ou o passeio estiver mais alto, uma vedação de 2,1 m parece mais baixa vista de dentro.
O que preparar antes de a equipa chegar
Limite do terreno e acordo com o vizinho
Uma vedação com mais de dois metros não se muda de sítio com facilidade. Se o limite do terreno não for claro, convém pedir a um topógrafo que o marque com estacas. Na prática acontece muitas vezes que um muro antigo ou uma sebe não está exatamente sobre a estrema. O problema só aparece depois de os pilares estarem betonados. Com o vizinho deve combinar-se antes para que lado fica a face decorativa das placas e quem trata da manutenção. Também convém perguntar-lhe se uma vedação mais alta lhe vai fazer sombra no quintal.
Redes enterradas
As covas dos pilares descem cerca de um metro, e a essa profundidade é fácil acertar num cabo elétrico, num ramal de água ou numa tubagem de gás. Antes de começar, convém pedir às entidades gestoras de cada rede a localização das tubagens e cabos no local. Se a escavação danificar uma conduta de gás ou se houver cheiro a gás, é preciso afastar-se de imediato. Não se deve usar chama nem ligar aparelhos elétricos, e deve chamar-se a linha de emergência do distribuidor de gás ou o 112. Um cabo elétrico danificado não se toca. Deve avisar-se o operador da rede de distribuição, e a reparação só pode ser feita por um eletricista habilitado.
Acesso, terreno e armazenamento das placas
Placas e pilares chegam em paletes e cada peça pesa dezenas de quilos. É preciso prever um local onde o camião com grua possa descarregar as paletes o mais perto possível do traçado, de preferência num piso firme e plano. Ao longo do traçado devem retirar-se arbustos, pedras, a vedação antiga e restos de fundações. Se isso não estiver feito, deve combinar-se antes quem demole e quem leva o entulho. A equipa precisa de uma faixa livre com cerca de um metro de largura dos dois lados. Sem ela, não tem onde se pôr para encaixar as placas de cima.
Como decorre a montagem passo a passo
Marcação e eixos dos pilares
O montador estica um fio entre os pontos extremos e marca os eixos dos pilares conforme o comprimento das placas. O eixo não fica a dois metros certos, porque ao comprimento da placa soma-se a folga nas ranhuras indicada pelo fabricante. Por isso as distâncias não se marcam com fita métrica "a olho", mas com uma placa de ensaio. Nesta fase decide-se também onde ficam os pilares de canto e de topo e onde se deixa espaço para portões ou cancelas.
Covas e sapatas
As covas abrem-se com broca manual ou motorizada. Numa vedação comprida ou em terreno duro, usa-se uma miniescavadora. Na maior parte de Portugal o gelo no solo não é o problema principal, ao contrário do que acontece em climas frios. A profundidade decide-se sobretudo pelo vento e pelo tipo de solo, e no interior norte e nas zonas altas também conta a geada. Para 2,1 m, as sapatas fazem-se em regra com 80 a 100 cm de profundidade e cerca de 30 a 40 cm de largura, segundo o solo e a recomendação do fabricante. No fundo da cova coloca-se uma camada de brita para escoar a água. Em terreno inclinado ou solo pouco coeso, faz-se uma sapata corrida em betão em vez de sapatas isoladas, e a vedação assenta nela a todo o comprimento.
Colocação dos pilares
O primeiro pilar entra na cova, é aprumado com nível nas duas direções e betonado. Usa-se a classe de betão que o fabricante da vedação indicar, muitas vezes algo entre C16/20 e C20/25. O segundo pilar coloca-se com a placa de baixo já encaixada entre os dois, e assim a distância fica exata. Numa vedação de 2,1 m, os pilares quase sempre se escoram com ripas ou escoras até o betão ganhar presa. Um pilar comprido inclina-se com facilidade no betão fresco. A altura dos topos verifica-se com um fio esticado ao longo de toda a vedação.
Encaixe das placas
As placas descem por cima pelas ranhuras, da de baixo para a de cima. As primeiras são colocadas por duas pessoas a partir do chão. A última fiada de uma vedação de 2,1 m já tem de ser levantada acima da cabeça. Por isso a equipa trabalha de cavaletes, usa cintas ou um manipulador e põe uma pessoa de cada lado do pilar. Entre placas colocam-se por vezes calços de borracha ou plástico, que evitam que a placa trepide e que lasquem as arestas. No fim, os pilares levam tampas de remate que protegem as ranhuras da chuva.
Quanto tempo demora e quando se pode carregar a vedação
O rendimento diário depende do terreno, do acesso e do número de pessoas. Num terreno plano e com bom acesso, a montagem avança bem mais depressa do que numa encosta com solo pedregoso, onde as covas se abrem à mão. Os pilares devem ficar pelo menos alguns dias no betão antes de receberem as placas de cima. O tempo exato depende do fabricante do betão e do tempo que fizer. No calor de verão o betão ganha presa depressa, mas deve ser regado para não secar demasiado rápido. Com temperaturas perto de zero, não se betona. O betão atinge a resistência total geralmente ao fim de cerca de 28 dias. Até lá, não convém pendurar vasos pesados na vedação nem encostar-lhe escadas.
Materiais e variantes de placas
A 2,1 m a superfície da vedação é grande, por isso o aspeto das placas nota-se mais do que numa vedação baixa. Ao mesmo tempo, placas decorativas mais pesadas exigem mais no manuseamento e nos pilares.
- Placas de uma face: têm desenho só de um lado, e o outro é liso ou rugoso. Servem onde ninguém olha para o verso, por exemplo junto a um campo.
- Placas de duas faces: têm desenho dos dois lados. Escolhem-se para o lado do vizinho ou da rua, mas costumam ser mais pesadas.
- Acabamentos: há placas que imitam pedra rachada, tijolo ou madeira, e há placas lisas. As lisas pintam-se mais facilmente. As texturadas disfarçam melhor pequenas imperfeições e sujidade.
- Placa de rodapé: é a placa de baixo, que fica ligeiramente enterrada e impede cães e outros animais de escavar por baixo. Em terreno inclinado, preenche os vãos por baixo dos painéis montados em degrau.
- Pilares: há pilares intermédios, de canto e de topo, conforme o número e a posição das ranhuras. Para 2,1 m, convém perguntar ao fabricante se tem um modelo reforçado para esta altura.
- Cor: pode ser o cinzento natural, cor na massa ou pintura posterior. A pintura com tinta de exterior para betão faz-se só depois de a vedação secar, e os fabricantes costumam aconselhar esperar algumas semanas. Junto ao mar, um bom hidrófugo ou uma tinta adequada protege melhor do salitre e da humidade.
Os pilares de betão não servem para pendurar portões. Se a vedação tiver portão ou cancela, deve contar-se com pilares próprios, metálicos ou em alvenaria, com fundação independente.
O que facilita e o que dificulta o trabalho
A dificuldade, e por isso o preço ao metro linear, varia bastante de obra para obra. O trabalho fica mais simples com:
- terreno plano e solo coeso, sem pedras,
- acesso para camião com grua até junto do traçado,
- troço comprido e reto, sem cantos nem mudanças de direção,
- faixa livre ao longo da vedação, limites marcados e redes já localizadas.
Pelo contrário, complicam o trabalho:
- encostas, onde os painéis se montam em degrau e cada um se resolve à parte,
- solo rochoso, xistoso ou encharcado, fundações antigas e raízes de árvores no caminho,
- passagens estreitas, por onde as placas têm de ser levadas à mão,
- muitos troços curtos, cantos, ligações à vedação do vizinho e aberturas para cancelas,
- trabalho encostado a um muro ou a uma construção, sem espaço para cavaletes.
Numa vedação de 2,1 m estes fatores pesam mais do que numa vedação baixa. Cada obstáculo significa mais vezes a levantar placas pesadas acima da cabeça.
Erros típicos e como se notam mais tarde
- Sapatas pouco fundas ou estreitas. Uma vedação alta e cheia funciona como uma vela. Com vento forte, como a nortada no litoral ou as tempestades de inverno, os pilares vão cedendo. Passados uns anos, um troço inteiro fica inclinado.
- Eixos medidos com fita em vez de com a placa. Se os pilares ficarem demasiado afastados, as placas saltam das ranhuras. Se ficarem demasiado juntos, as placas não entram. Depois de o betão endurecer, a única solução é partir e refazer.
- Pilares sem escoras. Um pilar comprido desvia-se facilmente no betão fresco. O resultado é um remate superior torto e juntas desiguais.
- Placas de cima colocadas cedo demais. O betão das sapatas ainda não aguenta a carga, e o pilar roda ou afunda.
- Falta de tampas de remate. A água entra nas ranhuras, fica retida e, com geada ou ciclos de molhar e secar, lasca as arestas dos pilares.
- Vedação sem escoamento de água em terreno inclinado. A placa de baixo retém terra e água do terreno vizinho. O betão ganha humidade, fica verde e aparecem eflorescências. A vedação não é um muro de suporte e não deve segurar aterros.
- Manuseamento descuidado. Placas atiradas umas para cima das outras ou apoiadas na aresta ficam com cantos lascados. À altura dos olhos, esses cantos veem-se de longe.
Guia faça você mesmo: montagem de vedação de betão até 2,1 m
Uma pessoa habilidosa consegue montar uma vedação até 2,1 m, mas precisa de pelo menos dois ajudantes fortes, cavaletes e paciência. Não é trabalho para uma pessoa só. Placas e pilares são pesados, a última fiada levanta-se acima da cabeça e uma queda pode causar ferimentos graves. Com redes enterradas perto do traçado, solo duro ou terreno inclinado, convém deixar o trabalho a uma equipa.
- Confirmar o limite do terreno e pedir a localização das redes enterradas.
- Esticar um fio e marcar os eixos dos pilares com uma placa de ensaio.
- Abrir as covas à profundidade indicada pelo fabricante, em regra 80 a 100 cm, e deitar brita no fundo.
- Colocar o primeiro pilar, aprumá-lo com nível nas duas direções, betoná-lo e escorá-lo com ripas.
- Encaixar a placa de baixo, colocar o segundo pilar encostado a ela, aprumá-lo e betoná-lo.
- Continuar painel a painel, verificando a altura dos topos com o fio.
- Esperar que o betão ganhe presa suficiente, conforme o fabricante do betão e o tempo.
- Encaixar as restantes placas de baixo para cima: a fiada de cima a partir dos cavaletes, sempre com duas pessoas por placa.
- Colocar as tampas de remate e acertar o terreno junto às sapatas, de modo que a água escorra para longe da vedação.
Verificação na receção da obra
A vedação terminada deve ser percorrida toda, dos dois lados. Convém olhar ao longo do remate superior a partir de uma das pontas, porque é assim que se veem melhor curvas e desníveis.
- os pilares estão aprumados nas duas direções, confirmado com nível,
- o remate superior está direito ou escalonado de forma regular conforme o terreno,
- as placas assentam nas ranhuras em toda a altura e não trepidam quando empurradas,
- os pilares não abanam quando empurrados com força à mão,
- placas e pilares não têm arestas lascadas nem fissuras,
- todos os pilares têm tampa de remate,
- a face decorativa está virada para o lado combinado,
- a vedação segue o limite marcado e o traçado acordado,
- o terreno junto às sapatas está acertado e a água não corre para a vedação,
- as aberturas para portões e cancelas têm a largura certa,
- a zona está limpa e os restos de betão e embalagens foram retirados.
Perguntas frequentes
Sim, se tiver sapatas com profundidade e largura suficientes, pilares próprios para esta altura e betão bem curado. Em locais muito expostos, como planícies abertas, cumeadas ou a primeira linha junto ao mar, convém dimensionar as fundações com folga e ouvir o fabricante ou um engenheiro de estruturas.
Raramente. Os pilares de uma vedação mais baixa costumam ser mais curtos, e as sapatas não foram pensadas para mais carga de vento. Subir a vedação depois implica quase sempre trocar os pilares, por isso é mais sensato decidir a altura logo de início.
Não é obrigatório, o betão dura bem sem tinta. Uma pintura de exterior ou um hidrófugo reduz a absorção de água, trava musgos e eflorescências e mantém a vedação com bom aspeto durante mais tempo. A pintura faz-se só depois de a vedação secar, normalmente ao fim de algumas semanas, e pode ficar a cargo de um pintor.
Os painéis montam-se em degrau: cada um fica nivelado e um pouco abaixo do anterior. Os vãos por baixo das placas preenchem-se com placa de rodapé ou com um pequeno murete. Com declive mais acentuado, faz-se uma sapata corrida em vez de sapatas isoladas.
A placa de baixo entra logo ao colocar os pilares, porque define a distância entre eles. As fiadas de cima só se colocam depois de o betão ganhar presa, em regra passados alguns dias, conforme o tempo e a indicação do fabricante do betão.
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