Preçário 2026 · Portugal

Assentamento de placa de sistema para piso radiante

A placa de sistema é a camada sobre a qual se fixam os tubos de um piso radiante hidráulico. À primeira vista parece pouca coisa: uma placa de poliestireno com nódulos ou com uma quadrícula impressa, que poucos dias depois desaparece debaixo da betonilha. Mas é desta camada que depende muita coisa.

Atualizado 09/2026·13 min read·34 price list items
Preço do trabalho padrão
4,40 €/ m²
Intervalo indicativo
3,52 € - 5,72 €
Apartamento de 60 m²
660,00 €
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Aquecimento e ar condicionado34 itens

Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.

ArtigoUnidadePreço / un.QuantidadeTotal
Trabalhos de Aquecimento
Assentar painel de isolamento para piso radiantem²4,40 €-
Remover e reinstalar radiador (completo)unid.225,00 €-
Remover caldeira a gás / elétricaunid.137,50 €-
Remover cilindro de água quenteunid.136,25 €-
Instalar e ligar radiador de painelunid.-
Instalar radiador toalheiro de casa de banhounid.150,00 €-
Instalação de tubagem de piso radiantem5,65 €-
Instalar distribuidor de piso radianteunid.-
Instalar caldeira de condensação a gásunid.-
Instalar válvula termostática de radiador (TRV) e cabeçaunid.23,75 €-
Ligação equipotencial / ligação à terra do sistema de aquecimentounid.-
Substituir válvula termostática de radiador (TRV)unid.23,75 €-
Substituir válvula de retornounid.23,75 €-
Instalar bomba de circulaçãounid.-
Pré-cablagem para ligação de termóstato inteligenteunid.-
Instalar e ligar separador de circuitos hidráulicosunid.-
Instalar vaso de expansãounid.67,50 €-
Instalar tubagem de recirculaçãounid.-
Instalar bomba de água quente sanitária (AQS) / recirculaçãounid.-
Fazer rosca em tubagemunid.68,75 €-
Soldar a chama tubagem metálicaunid.25,00 €-
Teste de pressão do sistema de aquecimentoh162,50 €-
Drenar sistema de aquecimentounid.-
Encher, purgar e equilibrar sistema de aquecimentoh87,50 €-
Tubagem para radiadoresml11,25 €-
Lavar e limpar sistema de aquecimento existenteh62,50 €-
Congelamento de tubagemunid.62,50 €-
Tamponar ligações de radiadorunid.81,25 €-
Encher sistema de aquecimentounid.-
Abrir roços para tubagens de aquecimento no chãoml30,00 €-
Embutir tubagens de aquecimento no chãoml8,15 €-
Instalar suporte de radiadorunid.21,25 €-
Instalar válvulas de radiadorunid.21,25 €-
Pressurizar e purgar radiadorunid.15,00 €-
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O que é a placa de sistema e porque faz diferença

A placa de sistema cumpre três funções ao mesmo tempo. Mantém os tubos a uma distância exata entre si, para que o pavimento aqueça de forma uniforme. Funciona como isolamento térmico logo por baixo dos tubos, o que obriga o calor a seguir para a betonilha. E a película de superfície, com sobreposições e encaixes, impede que a betonilha fresca entre nas juntas e crie pontes térmicas por baixo dos tubos.

A variante mais comum é a placa de nódulos, também chamada placa de pitões. É poliestireno de alta densidade com saliências, e o tubo encaixa-se entre elas com o pé. Os nódulos seguem uma grelha regular, normalmente de 50 mm, e por isso o técnico de climatização consegue colocar os tubos com afastamentos de 100, 150 ou 200 mm sem ter de medir. A face superior leva habitualmente uma película plástica rígida, prensada, que protege o poliestireno das pisadelas e da humidade da betonilha.

Porque não basta pousar os tubos sobre poliestireno comum? É possível, mas os tubos têm então de ser presos com agrafos ou calhas e, durante a betonilhagem, tendem a levantar. A placa de sistema simplifica o trabalho e dá um resultado mais previsível. Em Portugal, onde o piso radiante é cada vez mais associado a bombas de calor que trabalham com água a baixa temperatura, esta previsibilidade conta ainda mais: com temperaturas de ida baixas, qualquer perda de calor para baixo ou qualquer afastamento irregular sente-se no conforto.

Tipos de placa de sistema e quando escolher cada um

Placa de nódulos com isolamento integrado

É a solução clássica em moradias novas e remodelações de maior dimensão. Por baixo dos nódulos tem uma camada isolante, segundo o fabricante aproximadamente entre 10 e 30 mm. Assenta normalmente sobre outro isolamento, que garante a proteção térmica principal do pavimento. Tem a vantagem de se assentar depressa e de prender bem os tubos. Na escolha convém confirmar o diâmetro de tubo para que a placa foi concebida e a resistência à compressão. Em quartos e salas chega a resistência corrente indicada pelo fabricante. Debaixo de um móvel de cozinha pesado, de um recuperador de calor ou numa garagem é preciso um tipo mais resistente.

Película de nódulos sem isolamento

É uma película fina e moldada, com saliências, que se coloca sobre um isolamento já assente. Usa-se quando o projetista prefere um isolamento de outra placa, por exemplo XPS com maior resistência ou um material com melhor desempenho térmico. O trabalho tem mais um passo, porque o isolamento e a película se colocam separadamente, e a película tem de ficar sem ondulações.

Placa lisa para sistema de agrafos

É uma placa com película laminada e quadrícula impressa, sobre a qual os tubos se fixam com agrafos plásticos através de uma agrafadora manual. Em obra chama-se muitas vezes sistema tacker. Adapta-se melhor a divisões de forma irregular e a paredes oblíquas, e permite levar o tubo fora da grelha. Em contrapartida, o tubo fica preso apenas pelo agrafo e, se a betonilha for deitada sem cuidado, pode soltar-se.

Placas de baixo perfil para remodelações

Em apartamentos antigos, falta muitas vezes altura para todas as camadas. Existem placas finas para tubos de menor diâmetro, que se cobrem com uma argamassa autonivelante de pouca espessura. Têm pouco ou nenhum isolamento, por isso servem sobretudo por cima de espaços aquecidos. Sobre uma garagem de condomínio, uma cave não aquecida ou um pavimento em contacto com o terreno não são adequadas sem isolamento adicional.

Quando a mesma página da tabela de preços mostra várias variantes, a diferença está normalmente no tipo de placa, na espessura do isolamento e em saber se o trabalho inclui também a camada isolante inferior e a banda perimetral. Antes de encomendar convém esclarecer o que cada item inclui ao certo.

O que tem de estar pronto antes de a equipa chegar

Perde-se mais tempo nas obras em que o suporte não está preparado. Antes de a equipa começar, convém que estejam cumpridos estes pontos:

  • Suporte plano e limpo. Laje térrea ou laje de piso sem lombas, restos de argamassa ou entulho. As irregularidades devem ficar dentro do que o fabricante da placa indica, normalmente poucos milímetros numa régua de dois metros. Desníveis maiores têm de ser corrigidos.
  • Barreira contra a humidade do terreno. Num pavimento sobre terreno, a impermeabilização tem de estar feita e intacta. A placa de sistema não a substitui.
  • Infraestruturas no pavimento. Tubagens de eletricidade, água e esgoto que passam no pavimento têm de estar concluídas e fixas. O ideal é ficarem dentro da camada isolante inferior, recortada à volta delas, ou num enchimento de regularização.
  • Reboco e caixilharia. Os rebocos interiores devem estar terminados, para que as placas não se sujem e a banda perimetral tenha onde encostar. As janelas, de preferência, já colocadas, para proteger a obra da chuva.
  • Cotas do pavimento definidas. É preciso saber onde fica o pavimento acabado e que espessura terão o revestimento e a betonilha. É daí que resulta a espessura do isolamento.
  • Posição do coletor. A caixa do coletor deve estar colocada, para que a placa possa ser recortada com rigor à sua volta.

Num apartamento, a questão do ruído merece atenção desde o início. Uma betonilha sem separação correta das paredes transmite ruído de percussão ao vizinho de baixo, e isso é das queixas mais comuns em condomínio. Convém prever logo uma camada contra ruído de percussão e combinar com a administração do condomínio o horário das obras e a utilização das partes comuns para transportar o material.

Como decorre o assentamento passo a passo

Banda perimetral de dilatação

O primeiro passo é a banda perimetral, em material espumoso, colada em todo o contorno da divisão, à volta de pilares, aros de portas e atravessamentos de tubagem. Tem normalmente cerca de 8 a 10 mm de espessura e altura suficiente para ficar acima da futura betonilha. Permite que a betonilha dilate quando aquece e, ao mesmo tempo, separa o pavimento das paredes, o que ajuda contra a transmissão de ruído de percussão. A banda tem geralmente uma aba de película que mais tarde se estende sobre a placa de sistema.

Isolamento inferior

Se o projeto o previr, coloca-se primeiro a camada isolante inferior, térmica ou acústica. As placas assentam-se desencontradas, com as juntas desfasadas, e bem encostadas umas às outras. Quando o isolamento tem várias camadas, as juntas de uma camada não coincidem com as da outra. À volta das tubagens, o isolamento é recortado ou o espaço entre elas é preenchido com enchimento de regularização, para que a placa de sistema apoie em toda a superfície.

Assentamento das placas de sistema

As placas colocam-se a partir de um canto da divisão, quase sempre da parede do coletor ou da parede reta mais comprida. Ligam-se pelas sobreposições da película ou pelos encaixes nas bordas, de modo que a superfície fique contínua e sem aberturas. O resto de placa cortado no fim de uma fiada usa-se muitas vezes no início da seguinte, o que poupa material e desfasa as juntas.

As placas cortam-se com x-ato afiado ou com serrote de dente fino. Junto a aros, tubos e cantos o corte tem de ser preciso, porque cada abertura é um ponto por onde a betonilha escorre para baixo da placa. As pequenas folgas completam-se com retalhos ou fecham-se com fita adesiva, conforme as instruções do fabricante.

Aba da banda perimetral e juntas

A aba de película da banda perimetral estende-se sobre as placas e cola-se, para que a betonilha não entre entre a banda e a placa. Nas portas e onde o projeto divide o pavimento em campos de dilatação, colocam-se perfis de junta. Um campo de dilatação não deve, em regra, ser demasiado grande nem demasiado alongado. A recomendação habitual ronda os 40 m² e um lado máximo de cerca de 8 m, mas os valores exatos são definidos pelo projeto ou pelo fabricante da betonilha.

Entrega ao técnico de climatização

Sobre a superfície pronta, o técnico de climatização coloca os tubos, faz o ensaio de pressão e o pavimento segue para betonilhagem. Se houver uma pausa, as placas devem ser protegidas das pisadelas, sobretudo de quem passa carregado e de carrinhos de mão sem tábuas por baixo.

O que facilita o trabalho e o que o complica

O volume de trabalho em obra varia muito consoante as condições. Avança depressa e sem problemas quando:

  • as divisões são grandes e retangulares, com poucos cantos e atravessamentos,
  • o suporte é plano e limpo e não precisa de regularização,
  • o material está no local, seco e à mão,
  • as infraestruturas no pavimento estão concluídas e sabe-se por onde passam.

Pelo contrário, o trabalho demora mais com:

  • divisões pequenas, corredores estreitos e casas de banho com muitos cortes,
  • paredes curvas ou oblíquas, pilares, escadas e nichos,
  • muitos atravessamentos de tubagem e de tubos elétricos pelo pavimento,
  • suporte irregular que tem de ser corrigido com enchimento ou regularizador,
  • isolamento em várias camadas, combinando camada térmica e camada acústica,
  • acesso difícil, por exemplo transportar o material para um andar alto sem elevador,
  • trabalho numa casa parcialmente habitada, onde é preciso limpar e proteger as restantes divisões.

Ligação com as outras especialidades e prazos

O assentamento da placa de sistema fica a meio da cadeia de trabalhos. Antes vêm o pedreiro, o eletricista, o canalizador e quem faz a impermeabilização. Depois vêm o técnico de climatização com os tubos, a equipa da betonilha e, por fim, o ladrilhador ou o aplicador do pavimento. A coordenação mais importante diz respeito às cotas. Se o isolamento for dimensionado sem contar com a espessura da betonilha e do revestimento, o resultado são portas baixas, soleiras ou um degrau na passagem para outra divisão.

A espessura de betonilha sobre o tubo depende do tipo. Numa betonilha de cimento conta-se normalmente com um recobrimento maior, por volta de 45 mm, enquanto numa betonilha de anidrite pode ser menor. Valem sempre as indicações do fabricante da betonilha e do projeto. Com betonilha autonivelante de anidrite é especialmente importante que todas as ligações da película estejam estanques, caso contrário a massa líquida passa para baixo das placas.

O assentamento em si não é demorado. Numa moradia de planta corrente, uma equipa experiente conclui-o normalmente em um a dois dias. Em espaços muito recortados leva mais tempo. O que demora é o que vem depois. A betonilha precisa de secar, a de cimento normalmente várias semanas, e antes de assentar o revestimento faz-se o aquecimento de arranque segundo um protocolo. Estes prazos não se encurtam por a placa ter sido assente mais depressa. Em obras que recorram a apoios à eficiência energética, convém guardar as fichas técnicas dos materiais de isolamento e as fotografias desta fase, porque depois de deitada a betonilha já nada se vê.

Erros típicos e como se notam mais tarde

A maior parte dos problemas só aparece no pavimento acabado, quando já não é fácil corrigir.

  • Suporte irregular. A placa balança, cede ao andar e a betonilha por cima fica com espessura desigual. Resultado: fissuras e um pavimento que aquece de forma desigual.
  • Banda perimetral em falta ou interrompida. Ao aquecer, a betonilha empurra contra a parede, fissura ou transmite ruído para as divisões vizinhas. Em prédios, é uma fonte frequente de queixas de ruído de percussão.
  • Folgas entre placas. A betonilha escorre para baixo da placa e forma uma ponte térmica. O calor foge para baixo e o pavimento demora mais a aquecer.
  • Resistência do isolamento inadequada. Poliestireno macio debaixo de móveis pesados ou numa garagem acaba por ceder e a betonilha abate.
  • Pouco isolamento sobre o terreno ou sobre espaço não aquecido. O aquecimento funciona, mas aquece também o terreno ou a garagem de baixo sem necessidade.
  • Tubagens por baixo da placa sem regularização. A placa assenta sobre os tubos como sobre um cume, parte-se e por cima das tubagens surge uma fissura.
  • Juntas esquecidas nas portas. A betonilha fissura precisamente nas passagens entre divisões. Os tubos que atravessam a junta têm de levar manga de proteção, o que já é tarefa do técnico de climatização.
  • Nódulos esmagados. No ponto danificado o tubo não fica preso e levanta durante a betonilhagem.

Guia faça você mesmo: assentamento da placa de nódulos por conta própria

O assentamento da placa de sistema é um dos trabalhos que um curioso com jeito consegue fazer sozinho. Não envolve gás nem eletricidade e não exige ferramenta especial. Os tubos, a ligação ao coletor e o ensaio de pressão devem, no entanto, ficar a cargo do técnico de climatização. Antes de começar, convém combinar com ele a grelha, a espessura do isolamento e a posição das juntas.

  1. Verificar a planeza do suporte com uma régua comprida e marcar os pontos a corrigir.
  2. Varrer e aspirar o suporte, retirar restos de argamassa e entulho.
  3. Inspecionar a impermeabilização sobre o terreno e mandar reparar eventuais danos.
  4. Colar a banda perimetral em todo o contorno da divisão, à volta dos aros e dos atravessamentos.
  5. Colocar a camada isolante inferior com juntas desfasadas e recortá-la com rigor à volta das tubagens.
  6. Começar a assentar as placas de sistema a partir do canto junto ao coletor ou da parede reta mais comprida.
  7. Ligar as placas pelas sobreposições ou encaixes, sem deixar qualquer folga.
  8. Usar o resto do fim de cada fiada no início da seguinte, para desfasar as juntas.
  9. Recortar as placas à volta dos aros, tubos e caixa do coletor com x-ato afiado.
  10. Estender a aba de película da banda perimetral sobre as placas e colá-la com fita.
  11. Colocar os perfis de junta nas portas e segundo o plano de campos de dilatação.
  12. Percorrer toda a superfície, fechar pequenas folgas com fita e substituir peças danificadas.
  13. Cobrir a superfície com tábuas ou evitar pisá-la até chegar o técnico de climatização.

Em caso de dúvida sobre cotas ou resistência do isolamento, convém confirmar com o projetista ou com o técnico de climatização. Uma má decisão nesta camada só se corrige depois partindo a betonilha.

Verificação e receção antes da betonilhagem

O ideal é verificar o trabalho logo após o assentamento e, de preferência, outra vez depois de colocados os tubos. Deve fotografar-se toda a superfície: as fotografias são preciosas quando, anos mais tarde, for preciso saber por onde passam os tubos ou outras tubagens. Na receção, convém percorrer estes pontos:

  • a banda perimetral cobre todo o contorno, os aros e os atravessamentos, sem interrupções,
  • a aba da banda perimetral está estendida sobre as placas e colada,
  • as placas estão bem encostadas, sem folgas visíveis nem encaixes abertos,
  • a placa não balança nem cede ao andar,
  • os nódulos não estão esmagados e a película não está rasgada,
  • as juntas do isolamento inferior estão desfasadas e não há lombas sobre as tubagens,
  • a cota da superfície corresponde à prevista para o pavimento,
  • os perfis de junta estão nas portas e nos locais definidos no projeto,
  • a placa está recortada com rigor à volta da caixa do coletor,
  • a superfície está limpa, sem entulho nem restos de material,
  • existe registo fotográfico de toda a superfície.

Perguntas frequentes

Depende do que está por baixo do pavimento. Por cima de um espaço aquecido basta uma espessura menor, muitas vezes apenas a própria placa de sistema e uma camada acústica. Sobre o terreno, uma garagem ou uma cave não aquecida é necessário um isolamento térmico bastante mais espesso. A espessura exata resulta do projeto ou do cálculo térmico.

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