Orçamente o trabalho pelo preçário
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Todos os preços apresentados não incluem IVA. O preço da mão de obra inclui só o trabalho. O preço com material acrescenta material auxiliar (cola, primário, mástiques, fixações). Azulejos, pavimentos, soalhos, tinta e loiças sanitárias são escolhidos e comprados pelo cliente e não estão incluídos.
| Artigo | Unidade | Preço / un. | Quantidade | Total |
|---|---|---|---|---|
| Trabalhos de Aquecimento | ||||
| Instalar bomba de água quente sanitária (AQS) / recirculação | unid. | - | ||
| Remover e reinstalar radiador (completo) | unid. | 199,17 € | - | |
| Remover caldeira a gás / elétrica | unid. | 119,50 € | - | |
| Remover cilindro de água quente | unid. | 127,70 € | - | |
| Instalar e ligar radiador de painel | unid. | - | ||
| Instalar radiador toalheiro de casa de banho | unid. | 58,58 € | - | |
| Assentar painel de isolamento para piso radiante | m² | 4,10 € | - | |
| Instalação de tubagem de piso radiante | m | 7,62 € | - | |
| Instalar distribuidor de piso radiante | unid. | - | ||
| Instalar caldeira de condensação a gás | unid. | - | ||
| Instalar válvula termostática de radiador (TRV) e cabeça | unid. | 22,26 € | - | |
| Ligação equipotencial / ligação à terra do sistema de aquecimento | unid. | - | ||
| Substituir válvula termostática de radiador (TRV) | unid. | 22,26 € | - | |
| Substituir válvula de retorno | unid. | 22,26 € | - | |
| Instalar bomba de circulação | unid. | - | ||
| Pré-cablagem para ligação de termóstato inteligente | unid. | - | ||
| Instalar e ligar separador de circuitos hidráulicos | unid. | - | ||
| Instalar vaso de expansão | unid. | 63,27 € | - | |
| Instalar tubagem de recirculação | unid. | - | ||
| Fazer rosca em tubagem | unid. | 11,72 € | - | |
| Soldar a chama tubagem metálica | unid. | 23,43 € | - | |
| Teste de pressão do sistema de aquecimento | h | 46,86 € | - | |
| Drenar sistema de aquecimento | unid. | - | ||
| Encher, purgar e equilibrar sistema de aquecimento | h | 46,86 € | - | |
| Tubagem para radiadores | ml | 10,54 € | - | |
| Lavar e limpar sistema de aquecimento existente | h | 52,72 € | - | |
| Congelamento de tubagem | unid. | 39,83 € | - | |
| Tamponar ligações de radiador | unid. | 76,15 € | - | |
| Encher sistema de aquecimento | unid. | - | ||
| Abrir roços para tubagens de aquecimento no chão | ml | 28,12 € | - | |
| Embutir tubagens de aquecimento no chão | ml | 7,62 € | - | |
| Instalar suporte de radiador | unid. | 19,92 € | - | |
| Instalar válvulas de radiador | unid. | 19,92 € | - | |
| Pressurizar e purgar radiador | unid. | 16,40 € | - | |
Como funciona a recirculação e quando compensa
Numa instalação normal, a água quente vai do depósito até às torneiras por um único tubo. Quando ninguém a usa, arrefece dentro da tubagem. A recirculação acrescenta um segundo tubo, de retorno, que leva a água do ponto de consumo mais afastado de volta ao depósito. A bomba, montada neste ramal de retorno, faz a água circular devagar, e assim a tubagem mantém-se quente.
Compensa sobretudo quando:
- as casas de banho ou a cozinha ficam longe do aparelho que aquece a água,
- a moradia tem vários pisos ou várias casas de banho,
- se deita fora muita água fria à espera que chegue a quente,
- se está a remodelar a canalização e acrescentar o ramal de retorno é simples.
Num apartamento pequeno, com tubagens curtas, o ganho costuma ser reduzido. Em prédios com produção centralizada de água quente, a recirculação é um assunto da administração do condomínio, e não se deve mexer nas colunas comuns por iniciativa própria.
Há ainda um ponto muito português: muitas casas aquecem a água com esquentador a gás ou caldeira mista, que não têm depósito. Sem depósito para onde a água possa voltar, a recirculação clássica normalmente não é possível. Funciona bem com termoacumulador, bomba de calor para AQS, caldeira com depósito ou sistema solar térmico com acumulador.
Como decorre a montagem, passo a passo
Numa casa nova, a recirculação é desenhada juntamente com o resto da canalização. Numa montagem posterior, convém primeiro perceber se o ramal de retorno pode ser instalado e por onde pode passar. O processo habitual é este:
- Avaliar a instalação existente: percurso, diâmetros, estado da tubagem e se o depósito tem ligação própria para recirculação.
- Definir o percurso do ramal de retorno e o local da bomba, normalmente junto ao depósito, na lavandaria, na garagem ou num espaço técnico.
- Fechar a entrada de água, esvaziar o troço afetado e desligar o aquecimento da água.
- Instalar a tubagem de retorno e ligá-la aos últimos pontos de consumo ou ao fim da rede de água quente.
- Montar a bomba com válvulas de corte de ambos os lados e uma válvula antirretorno e, em redes mais longas, também válvulas de equilíbrio.
- Isolar termicamente o ramal de ida e o de retorno.
- Encher o sistema, purgar o ar e fazer o ensaio de estanquidade sob pressão.
- Ligar a bomba à eletricidade e configurar o controlo.
- Confirmar o funcionamento com consumo real em todas as casas de banho e na cozinha.
A simples troca de uma bomba por outra nova costuma resolver-se em poucas horas. Acrescentar o ramal de retorno numa remodelação pode levar um dia inteiro ou mais, conforme o que for preciso abrir na parede e reparar depois.
Que bomba e que controlo escolher
Há um pormenor que muita gente desconhece: a bomba de águas quentes sanitárias não é igual à bomba do aquecimento central. No circuito de recirculação passa água potável, com oxigénio, por isso o corpo da bomba tem de ser de um material próprio para água de consumo, normalmente bronze ou aço inoxidável. Uma bomba de ferro fundido, pensada para radiadores, enferrujaria depressa neste circuito.
Quanto à potência, numa moradia basta quase sempre uma bomba pequena e eficiente. Uma bomba sobredimensionada não traz mais conforto, só mais ruído, mais perdas de calor e mais desgaste da tubagem.
Há várias formas de controlar a bomba:
- por horário: a bomba trabalha, por exemplo, de manhã e à noite, quando se gasta mais água,
- por temperatura: a bomba arranca quando a água no retorno desce abaixo do valor definido,
- combinação de horário e temperatura, que na prática costuma ser a solução mais sensata,
- arranque a pedido, com um botão ou através de um sistema de casa inteligente.
Porque não deixar a bomba ligada sempre e esquecer o controlo? Porque assim o circuito perde calor sem parar e o aparelho tem de estar sempre a reaquecer a água. Um bom controlo mantém o conforto e corta muito do funcionamento inútil.
Num sistema fechado com válvula antirretorno, o depósito deve ter válvula de segurança e, muitas vezes, um vaso de expansão próprio para água potável. Este vaso absorve a dilatação da água quando aquece e protege a tubagem e as torneiras.
O que facilita e o que complica o trabalho
A dimensão do trabalho, e portanto a sua dificuldade, depende sobretudo de o ramal de retorno ser apenas ligado a uma instalação já preparada ou ter de ser feito de raiz.
- facilita o trabalho um depósito com ligação para recirculação, tubagem acessível junto ao depósito e canalizações que passam em teto falso de pladur ou em coretes,
- complica o trabalho a tubagem embutida em paredes e pavimentos, onde é preciso abrir roços e depois refazer o reboco ou o azulejo, muitas vezes com a ajuda de um ladrilhador,
- dá mais trabalho uma casa com vários ramais, que têm de ser equilibrados com válvulas,
- em tubagem antiga de ferro galvanizado pode descobrir-se que está obstruída e que parte da rede tem de ser substituída.
A ligação fixa da bomba à instalação elétrica ou ao quadro de comando da caldeira deve ser feita por um eletricista qualificado. Se a montagem implicar mexer numa caldeira a gás, só um técnico de gás credenciado pode intervir no aparelho. Em caso de cheiro a gás, deve-se sair de casa, não acionar interruptores e ligar para a linha de emergência do distribuidor de gás ou para o 112.
Erros típicos na recirculação
Na prática, os erros que mais se repetem são estes:
- válvula antirretorno em falta ou mal montada, de modo que a água corre ao contrário e mistura-se,
- bomba de aquecimento central em vez de bomba para água potável,
- ramal de retorno sem isolamento, que acaba por aquecer as paredes,
- bomba sem qualquer controlo, a trabalhar dia e noite,
- bomba montada num sítio onde não se consegue chegar para manutenção,
- temperatura da água demasiado baixa no circuito, o que aumenta o risco de proliferação da bactéria Legionella.
Sobre este último ponto: água morna sempre a circular é o ambiente ideal para bactérias. Por isso recomenda-se manter a água quente no circuito por volta dos 55 °C ou mais e, se o aparelho o permitir, fazer de vez em quando um aquecimento a temperatura mais alta. Os valores exatos devem seguir as indicações do fabricante do depósito e as normas NP EN aplicáveis.
Verificação do trabalho na entrega
Na entrega da obra, convém confirmar:
- se a água quente chega quase de imediato à torneira mais afastada,
- se a bomba trabalha em silêncio, sem zumbidos nem vibrações,
- se as ligações estão secas e se foi feito o ensaio de estanquidade,
- se a bomba tem válvulas de corte dos dois lados e válvula antirretorno,
- se o ramal de ida e o de retorno estão isolados,
- se o controlo está ajustado à rotina da casa e se é fácil alterá-lo sem ajuda,
- se a temperatura da água no circuito não ficou demasiado baixa,
- se foram entregues o manual da bomba, a garantia e uma descrição da ligação.
Perguntas frequentes
A bomba em si gasta pouca eletricidade. O que pesa mais são as perdas de calor no circuito. Com bom isolamento e controlo por horário ou temperatura, essas perdas são pequenas e, em contrapartida, poupa-se a água que de outra forma se deitaria fora à espera da quente.
Por vezes sim, por exemplo quando a canalização passa em teto falso, em coretes ou na garagem. Também existem soluções que usam a tubagem de água fria como retorno, mas têm limitações e servem sobretudo para redes pequenas. Quem decide é o canalizador, depois de ver a instalação no local.
Normalmente não, porque estes aparelhos aquecem a água no momento e não têm depósito para onde ela possa regressar. Alguns modelos permitem recirculação, por isso convém confirmar no manual ou junto da assistência técnica do aparelho.
Bem escolhida e bem regulada, dura muitos anos. A água dura, a sujidade da tubagem e o funcionamento contínuo encurtam a sua vida. Verificar a bomba e purgar o circuito de vez em quando ajuda bastante.
A troca obriga a esvaziar a rede de água quente, a trabalhar com água quente sob pressão e a ligar a bomba à eletricidade. Por isso deve ficar a cargo de um canalizador e, se houver ligação elétrica fixa, de um eletricista qualificado.
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